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sábado, 28 de março de 2015

Projeto "Negritude na Rua"

PROJETO “NEGRITUDE NA RUA”

(Uma Proposta para Discussões, Inserções, Alterações e Supressões, Assim como para Servir de Base para Fazer Outros Projetos Pessoais, em Quaisquer Circunstâncias de Trabalhos com Perspectivas Parecidas com Esta Que Propomos)
José Teodoro Costa
Introdução
Minha expectativa é que daqui algum tempo, este Projeto se transforme num documento de autoria coletiva, capaz de ser estruturado com uma coluna vertebral, ainda a ser construída:  um Pensamento Ideológico e Político Autônomo para os Adeptos da Negritude Brasileira.
Utopia?
Que Seja!...
Mas esta é uma utopia que só depende daqueles que verdadeiramente tiverem responsabilidade com a disseminação do espírito da CIDADANIA AO ALCANCE DE TODOS E, POR ISSO MESMO, INDISTINTAMENTE INDEPENDENTE DE CIRCUNSTÂNCIAS PESSOAIS, GRUPAIS, IDEOLÓGICAS, POLÍTICAS FLUÍDAS; AO SABOR DAS CONJUNTURAS, CONVENIENTEMENTE APROVEITADAS POR ALGUNS E IGNORADAS POR MUITOS...
JUSTIFICATIVA:
Uma das maiores dificuldades que os adeptos da Negritude brasileira têm são as interdições que o Racismo Institucional, por intermédio das Instituições de ensino Públicas e Privadas – em quaisquer níveis -, dos seus materiais didáticos e das grandes mídias sempre fizeram, fazem e ainda farão às apresentações das histórias negras no Brasil e no Mundo; e às diversas manifestações da Cultura Negra gerenciada pelo próprio negro, principalmente no Brasil.
O que justifica a implantação desse projeto é a impossibilidade que os adeptos da Negritude têm para - nas atuais conjunturas sociais, culturais, econômicas e políticas que se apresentam no Brasil, remover as interdições já referidas.
Esse projeto de trabalho se propõe achar soluções alternativas e viáveis, para superar as interdições já, antes, referidas, por intermédio de um projeto de trabalho amparado, inicialmente, em um pequenos grupo de pessoas dispostas a criar, juntas, u’a metodologia de trabalho prático e capaz de superar aquelas interdições.  Posteriormente, o grupo procurará se ampliar, já tendo em mãos um método de trabalho passível de ser adaptado às necessidades dos locais em que surgirem outros grupos de pessoas dispostas a se engajarem nesse Projeto – os multiplicadores. Esses multiplicadores prepararão voluntários formadores de tantos pequenos grupos quantos forem possíveis e em quaisquer lugares onde puderem ser implantados, com autonomias para adaptarem a metodologia inicialmente criada aos locais e condições em precisarem ser empregadas, tendo como foco a disseminação da noção de cidadania entre pessoas, dentro das suas famílias, assim como em ruas, bairros, cidades, regiões e Estados no Brasil.
OBJETIVO:
Criar alternativas de superar as interdições que o Racismo Institucional submete a população pobre brasileira; aonde sabemos que a maioria é negra ou mostra fortes heranças negras.  Com este Projeto deseja-se criar inúmeros pequenos grupos de monitores-multiplicadores, responsáveis por formarem voluntários capacitados em trabalhos com pequenos grupos de pessoas, em locais onde os moradores têm dificuldades de exercerem ou fazerem valer suas cidadanias.
FASES DESTE PROJETO
01) “Garimpar” pessoas dispostas a acharem as possíveis alternativas para se atingir o objetivo proposto;
02) Propor, discutir tais propostas com os demais integrantes, tirar conclusões compartilhadas e propor metodologias de ações práticas para organizar pequenos grupos e articular esses grupos entre si, seja rua-a-rua, bairro-a-bairro, cidade-a-cidade, região a região e,  finalmente, Estados-a-Estados no Brasil;
03) Definir em que nível político o trabalho será iniciado( se municipal, Estadual ou federal);
            Em cada nível, deverá se definir os sub-níveis apropriados para iniciar este modelo de Projeto.
04) Após observar as características locais(sociais, materiais e culturais) definir qual será o foco do trabalho e as metodologias mais adequadas para implantar este modelo de Projeto;
 05) Definir Metodologias de trabalho apropriadas cada local escolhido para se implantar este modelo de Projeto;
A) Fazer levantamentos de interesses relevantes;
           
A) Determinar quais assuntos são passíveis de serem abordados no local escolhido;
            C) Selecionar os assuntos mais pertinentes ao local;
            D) Definir as melhores formas de abordar cada assunto selecionado;
Iniciando o trabalho:
A) Preparando a reunião dos possíveis interessados;
B) Escolher a metodologia mais apropriada para preparar a reunião;
            C) Definir local de reunião;
            D) Saber qual é o tamanho do local escolhido para a reunião; 
            E) Sabendo que cada pessoa ocupa uma área de 1,0 m², pode-se ocupar até 60% da área do local escolhido para reunião;
            F) Definir o perfil das pessoas convidadas com vistas a fundar a associação. Dá-se preferência por pessoas que, previamente, e por informações, já se saiba que tais pessoas são formadoras de opiniões no local;       
            G) Redigir e fazer a quantidade de convites necessários, onde obrigatoriamente tem escrito o motivo da reunião e o que será apreciado e discutido, local da reunião, data da reunião e a hora da reunião;
            H) Distribuir os convites com pelo menos 72 horas de antecedência da ocorrência da reunião.
Abertura da Reunião:
            Os orientadores dos trabalhos voluntários sempre devem estar presentes nos locais das reuniões ANTES DA CHEGADA DOS PRIMEIROS CONVIDADOS.
            Recomenda-se uma comissão de pelo menos três orientadores voluntários e não mais do que cinco. Nessa comissão uma pessoa é responsável pela coordenação dos trabalhos e os demais fazem trabalhos auxiliares. Porém nada impede que, de uma reunião para a outra haja alternância de funções.
            Abre-se qualquer reunião, declarando-a “Aberta” e seguindo a apresentação dos assuntos que constam dos convites.
            O Coordenador Voluntário passa uma lista em papel almaço, avisando aos presentes que cada um deve preenchê-la, com nome, profissão, endereço completo, telefone e pelo menos hum endereço virtual (página de Facebook, e-mail, Twitter  etc). Assim ficará mais fácil entrar em contato com cada um dos presentes em futuras reuniões.
Cada assunto é apresentado aos presentes sempre de formas hierarquizadas e em função das realidades e necessidades locais previamente focadas e provisoriamente seguindo uma ordem de apresentação para discussão, de acordo com o que a Comissão de voluntários determinou.
            O coordenador voluntário solicita aos seus auxiliares que, a partir de então, façam anotações de ideias, problemas, sugestões de soluções e quaisquer assuntos a mais que forem julgados relevantes naquela reunião. 
            Os orientadores voluntários procuram estimular as exposições de suas ideias pelos presentes, pois assim eles têm maiores possibilidades de se envolverem mais nas discussões e também se sentirem corresponsáveis pelas soluções surgidas nas reuniões.
            Terminada esta fase de exposições de interesses dos presentes, os assuntos provisoriamente hierarquizados pela Comissão de Voluntários, assumem a hierarquia determinada pelos interesses demonstrados pelos presentes.
            Formam-se então tantos subgrupos de presentes quantos forem os grupos de assuntos de interesses desses presentes, levantados nesta reunião. Recomenda-se que cada subgrupo seja composto de número impar de integrantes, porque fica mais fácil evitar tirar mais de uma conclusão ou solução, por causa da ocorrências de empates nas escolhas.
            Estimula-se cada subgrupo a definir seu representante naquela reunião.
            Cada subgrupo, auxiliado por representantes da Comissão e com tempo determinado, discutem aquilo que lhes competem e tiram suas conclusões, também, hierarquizadas em ordem decrescente de adesões.
            Antes da apresentação de todas as conclusões subgrupais, a Comissão de Voluntário faz uma rápida explanação sobre a importância ética de se valorizar os interesses do maior número de pessoas possível, em detrimento das vaidades pessoais, grupais e/ou partidárias, uma vez que AS CONQUISTAS MAIS IMPORTANTES DE UMA SOCIEDADE SÃO AQUELAS QUE BENEFICIAM O MAIOR NÚMERO POSSÍVEL DE PESSOAS QUE  COMPÕEM ESSA MESMA SOCIEDADE, DESTACANDO AINDA A IMPORTÂNCIA DE SE RESPEITAR SEMPRE OS INTERESSES LEGÍTIMOS DAS MINORIAS REPRESENTADAS NAS REUNIÕES.    
            Finalmente reúnem-se todos os presentes novamente e cada representante de subgrupo apresenta sua conclusão aos demais, fazendo uma breve defesa da mesma. Em seguida a Comissão de voluntários pergunta se alguém deseja tirar alguma dúvida. Não havendo mais dúvidas, a mesma Comissão põem todas as conclusões apresentadas em votação;  todos votam na proposta de conclusão que individualmente lhes convier.
            Se houver empate, as conclusões empatadas se tornarão “conclusões de todos”.
 Chama-se atenção daqueles subgrupos, cujas conclusões não foram majoritariamente votadas, que  SUAS CONCLUSÕES, APESAR DE  NO MOMENTO NÃO ESTAREM ENTRE AQUELAS QUE REPRESENTARÃO AS VONTADES DO GRUPO, REPRESENTAM UM IMPORTANTE ESFORÇO DE COLABORAÇÃO DO TRABALHO A FAVOR INTERESSES DE TODOS, pois elas, noutras ocasiões mais propícias, poderão fazer grande diferença, a favor de futuras discussões do Grupo e em favor dos interesses coletivos representados.
            A COMISSÃO APROVEITA PARA REFORÇAR A IMPORTÂNCIA DO RESPEITO ÀS VONTADES DA MAIORIA, MAS, TAMBÉM RESPEITANDO OS INTERESSES LEGÍTIMOS DAS MINORIAS, ENFATIZANDO QUE ESSE É O PRINCÍPIO BÁSICO DA DEMOCRACIA RADICAL E A FAVOR DAS SATISFAÇÕES DAS DEMANDAS POLÍTICAS COLETIVAS, JÁ QUE AS DECISÕES POLÍTICAS INSTITUCIONAIS SÃO TOMADAS EM FUNÇÃO DA QUANTIDADE DE PESSOAS INTERESSADAS NELAS.
            Nesse ponto está definida a pauta representativa das demandas políticas de qualquer organização; portanto, a partir de então, este grupo já tem com que dialogar e defender seus interesses politicamente com quaisquer outras organizações e grupos sociais, culturais, econômicos e políticos, de quaisquer tamanhos ou níveis.
            Finalmente a Comissão de voluntários aproveita a oportunidade para mostrar aos presentes, em quaisquer reuniões, que ELES ACABARAM DE PARTICIPAR – COMO CIDADÃOS – DE UM DENTRE OS VÁRIOS EXEMPLOS DE PROCESSOS DE ESCOLHA POLÍTICA E LEGÍTIMA, PORQUE O MESMO SE FÊZ NA INSTÂNCIA MAIS IMPORTANTE DE UM REGIME QUE RESPEITA A DEMOCRACIA RADICAL – UMA REUNIÃO DE CIDADÃOS, PASSÍVEIS DE SEREM REPRESENTADOS POLITICAMENTE E VEREM SUAS DEMANDAS DEFENDIDAS  EM QUAISQUER INSTÂNCIAS POLÍTICAS INSTITUCIONAIS, PÚBLICAS OU PRIVADAS, EM TROCA DOS SEUS APOIOS POLÍTICOS; APOIO ESTE SEMPRE SUJEITO A SER REVISTO, SE O REPRESENTANTE TRAIR A CONFIANÇA DO REPRESENTADO.


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